Megaoperação de combate ao feminicídio prende 643 em 16 Estados e no DF


Operação Cronos mobiliza mais de 5 mil policiais civis de todo o País; segundo delegado, ação deve resultar em mais de mil prisões até o fim do dia

Uma megaoperação de  combate ao feminicídio e homicídio (tentados e consumados) deflagrada nesta sexta-feira (24) prendeu 643 pessoas e apreendeu 61 adolescentes em 16 Estados e no Distrito Federal. Esses números referem-se apenas ao total de prisões e apreensões realizadas até o fim desta manhã, e um novo balanço deverá ser divulgado ainda nesta sexta-feira.

A ofensiva em torno do cumprimento dos mandados de prisão mobiliza mais de 5 mil policiais civis de todo o País. De acordo com projeção do presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis, delegado Emerson Wendt, mais de 1 mil prisões devem ser feitas até o final do dia. “O que estamos fazendo hoje é um esforço concentrado no combate ao feminicídio ”, explicou o delegado à Agência Brasil .

A megaoperação, batizada de Operação Cronos (em referência à “supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime”), tem o apoio do Ministério da Segurança Pública e é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. A ação foi definida em julho, durante reunião com o ministro Raul Jungmann.

Ação contra feminicídio envolve banco de dados com DNAs de suspeitos

Tomaz Silva/Agência Brasil – 01.06.16

Nome de ação contra feminicídio é referência à “supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime”

Segundo o ministro, essa ofensiva é o exemplo, na prática, do funcionamento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) com a integração das polícias com o Ministério Público e o Poder Judiciário que, neste caso, tem o objetivo de combater a violência , especialmente aquela praticada contra a mulher, e garantir as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

As investigações também contaram com o apoio da coleta de material genético que deve chegar a um banco de dados até o fim do próximo ano com 130 mil DNAs coletados.

“Quando ocorrer um estupro, um feminicídio , é possível fazer a comparação do material genético encontrado na cena do crime com os DNAs”, disse Jungmann. “Dá velocidade, precisão, e permite a elucidação de crimes”, concluiu o ministro.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

 

Fonte: Último Segundo – iG

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