Incêndio atinge o Museu Nacional no Rio de Janeiro


Um incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Zona Norte do Rio, e transformou em escombros parte da história do país, foi controlado durante a madrugada desta segunda (3) e, desde o início da manhã, bombeiros trabalham no rescaldo das chamas. Agentes de 12 quartéis permanecem no local.

O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Aproximadamente 3 milhões de itens estavam em outro prédio.

“É inestimável, incompensurável. A gente está falando de um museu que formou uma coleção histórica na época que os grandes museus da Europa estavam se formando. Tinha pesquisa acontecendo, tinha a reserva técnica de material arqueológico. Perdemos a oportunidade de conhecer parte do passado do próprio Brasil”, lamentou Claudio Prado de Mello, arqueólogo e historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os dois hidrantes próximos ao Museu Nacional apresentavam problemas no começo do combate às chamas. Não havia pressão suficiente. A solução foi apostar para um plano B: retirar água de um lago próximo para o caminhão da corporação e, assim, levar ao local do incêndio. O problema atrasou o combate às chamas.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e secretário de Defesa Civil do RJ, coronel Roberto Robadey, o atendimento dos bombeiros foi rápido, mas o fogo já tinha grandes proporções quando a corporação chegou ao local.

“Nós saímos em 31 segundos do quartel. Temos o registro disso, o quartel mais próximo chegou e iniciou os primeiros combates. Já estava muito conflagrado. A gente imagina que em um ambiente fechado há algumas horas a combustão já estava se desenvolvendo e até que alguém detectasse, já tinha tomado muitos ambientes e, com esse material altamente combustível, o incêndio se desenvolveu rapidamente”, destacou.

O diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, afirmou em entrevista à GloboNews, que houve descaso de vários governos com o local. Segundo ele, há anos a instituição tenta verba para uma reestruturação.

“Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio. Para retirar a administração, arquivo e centro acadêmico do palácio.”

Agentes da Subsecretaria de Bem Estar Animal estiveram no local e resgataram uma família de gatos que estava próxima ao local das chamas. Pelo menos cinco animais foran retirados. Ainda assim, é possível observar vários animais circulando pela região.

G1


Previous Semana começa com 78 vagas de emprego na Paraíba
Next EUA suspendem apoio financeiro a refugiados palestinos e Israel comemora

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *