ALIMENTAÇÃO NATURAL PARA PETS – UMA TENDÊNCIA EM CRESCIMENTO


ALIMENTAÇÃO NATURAL PARA PETS – UMA TENDÊNCIA EM CRESCIMENTO

O tema não é tão atual quanto parece, mas está, a cada dia, em ampliação, tendo em vista o perfil dos criadores que está mudando gradativamente. Mas, de onde veio essa iniciativa de modificar a alimentação dos PETs?

O dia-a-dia corrido tem sido um grande motivador para as mudanças de hábito das pessoas. A dificuldade em relacionamentos, a escassez de tempo, a intensidade cada vez maior das atividades laborais, têm convidado as pessoas a adotar medidas que lhes proporcionem melhor qualidade de vida.

Isso não é anormal quando essas pessoas criam PETs, afinal de contas a tendência humana em transmitir a eles o melhor bem-estar possível aliado à busca incessante por medidas que se traduzam como sendo bem aceitas e práticas em sua aplicação, além de constituírem-se em ações saudáveis.

Porém, antes de aprofundarmos mais no assunto, vale à pena resgatar um acontecimento trágico que ocorreu nos Estados Unidos (líder do grupo de países mais industrializados do mundo). Foi no ano de 2007, quando o órgão regulador e fiscalizador de alimentos daquele país (FDA – equivalente ao nosso Ministério da Agricultura) recebeu mais de 14.000 reclamações de intoxicação de PETs, além do registro oficial de um total de 16 cães que vieram a óbito após terem consumido alimentos industrializados para PETs.

O fato levou ao recolhimento de 60 milhões desses produtos que estavam distribuídos por todo o país, para servir de alimentação para cães e gatos. Mas, afinal qual foi o problema?

Todo o glúten de trigo estava contaminado com melamina, um produto muito utilizado na indústria plástica, de pesticidas, sendo tóxica para  monogástricos, o que inclui cães e gatos.

Logo após esse acontecimento, que agitou os criadores de PETs de todo o mundo, a confiança em alimentos industrializados do tipo ração seca, em grãos e até mesmo as úmidas, carregadas de conservantes e outros compostos potencialmente causadores de alergia ou intoxicação, caiu bastante por parte dos tutores, direcionando-os a buscar uma alternativa para seu cão e gato.

Dessa forma, preocupados em fornecer alimento seguro e de qualidade para seus PETs, a buscar no mercado produtos diferenciados, ofertados como naturais e saudáveis variados, tais como alimento fresco resfriado; alimento cru; alimentos orgânicos, funcional, livre de grãos; formulado à base de ingredientes exóticos; e até mesmo refeições caseiras suplementadas; dietas à base de proteínas (bovina, frango, cordeiro, etc.), além de dietas formuladas para contemplar a demanda do dia-a-dia da clínica de animais de companhia: seja na área de alergologia, gastrenterologia, dermatologia, nefrologia, urologia, geriatria e outros.

O surgimento rápido de produtos considerados naturais, além de suplementos e petiscos é perceptível em nosso dia-a-dia, contudo é preocupante ver que o mercado está sendo tomado por ofertas de serviços de refeições caseiras, além de planejamento e acompanhamento dietético e produtos   formais sem a preocupação de oferecer algo que disponha de orientação técnica e profissional de médicos veterinários.

Vale ressaltar que, o novo mercado de alimentação animal natural, sem que exista registro junto a órgãos reguladores competentes, além de não existir também médico veterinário cadastrado junto à produção enquanto responsável técnico, caracteriza-se como sendo de grande risco para a saúde do seu animal, afinal de contas é importante que se tenha o controle e conhecimento desde a origem da matéria prima utilizada na confecção daquela alimentação, até mesmo de como o processo é feito, incluindo o manuseio, embalagem e acondicionamento até a disposição final ao cliente.

A alimentação natural é uma tendência diferente para pets. Em outros países é algo já bastante avançado e mais amadurecido que no Brasil, contando com um crescimento contínuo e relativamente antigo (mais de 20 anos à frente do nosso mercado de alimentação natural para PETs). Por esse motivo, mostra nitidamente que, não é só pelo fato de que um produto é natural, que tenha qualidade melhor. Afinal de contas, é preciso o uso de fórmulas limpas, com ingredientes naturais de qualidade e rastreados desde a sua origem.

É importante destacar que a sustentabilidade ambiental decorrente da trajetória de vida de um PET também é impactante para seus tutores, já que atualmente eles têm optado por comprar produtos naturais para seu consumo, tudo isso conforme de acordo relatórios anuais de 2016 e 2017 do setor de alimentação PET.

O novo perfil de tutor tem levado em consideração todas as etapas envolvidas na produção daquilo que ele se dispõe a comprar para o seu PET, tal como técnicas de embalagem, transporte, modo de preparo e produção e segmento da agricultura destinado a cultivar os ingredientes e qualidade destes. Esses são desafios postos para a indústria PET, eles são reais e, a alternativa encontrada foi a aproximação daquilo que os clientes anseiam, buscando alternativas reais para fornecer-lhes produtos compatíveis com suas necessidades, especialmente no que diz respeito à alimentação, quer seja orgânica ou natural.

Diante de tudo isso, porque não optar por uma nutrição baseada em alimentos frescos, naturais, rastreados e com menor grau de industrialização possível? Porque não optar por um alimento natural e que tem um médico veterinário como responsável técnico pela sua produção? O que dizer de um alimento natural para PETs, produzido com elevada qualidade e cuidados extremos, além de contar com um registro junto ao Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura? Não pense duas vezes. Fique de olho no mercado e diga sim àquilo que faz bem à saúde do seu PET.

Afinal de contas, quem não quer seu PET mais disposto, com mais energia, dormindo menos, mais ativo e alegre, apresentando pelos e pele mais saudáveis, menor volume de fezes e odor discreto, apetite melhorado, peso dentro da faixa de controle, além de outros benefícios tais como saúde urinária e renal, controle de doenças crônicas como diabetes e um dos fatores muito buscados por tutores, menor intensidade no “cheiro de cachorro”, o que impacta em menor quantidade de banhos.

Por: Dr. Andreey Teles – CRMV 1825-PB – Médico Veterinário.

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